Essa população reside dentro da Zona de Autossalvamento (ZAS), que abrange uma extensão de aproximadamente 6 km e uma área de 3,34 km². Em janeiro deste ano, a Caesb já havia conduzido um teste de autonomia do sistema de alarme. O investimento total da companhia nesse sistema de alertas é de R$ 1.888.733,75.
O próximo teste, com duração prevista de 30 minutos, avaliará a integração do sistema de sirenes ao sistema supervisório da Caesb. Serão medidos os parâmetros relacionados ao funcionamento correto do sistema após o acionamento remoto. As equipes da Caesb testarão a audibilidade dos comandos emitidos remotamente do sistema supervisório para diferentes pontos da ZAS.
O sistema de alerta sonoro com sirenes envolve a emissão de mensagens para áreas específicas, permitindo um acionamento rápido, seguro e remoto associado ao serviço de telemetria. Sete torres foram instaladas em propriedades rurais ribeirinhas do Rio Descoberto e em comunidades próximas, no Distrito Federal e em Águas Lindas (GO). Durante o teste, uma mensagem será transmitida alternando com o som de cornetas, informando: “Atenção! Este é um teste sonoro. Estamos testando os alto-falantes. Fique calmo”.
Essas medidas estão inseridas no PAE da Barragem do Descoberto, visando a evacuação segura da população potencialmente afetada em caso de emergência. O plano é estipulado pela Política Nacional de Segurança de Barragens e por resolução da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
“Priorizamos a segurança das pessoas e a preservação das estruturas que possam ser afetadas”, destaca o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis. A próxima fase do PAE incluirá um simulado com a Defesa Civil e a população local, com o objetivo de treinar os residentes para seguirem os procedimentos adequados em caso de uma emergência real.