Governadora afirmou que GDF busca alternativas de financiamento, inclusive no exterior, e classificou como “fake news” informações sobre eventual processo de privatização
Da Redação
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (6) que a possibilidade de privatização do Banco de Brasília (BRB) está “completamente descartada”.
A declaração foi dada após encontro com candidatos e integrantes da coligação Propósito e Ação, no Centro de Convenções Ulysses, em Brasília.
Questionada sobre informações de que uma instituição financeira poderia ser contratada para avaliar o valor de mercado do BRB dentro de um eventual processo de desestatização, Celina classificou a informação como “fake news”.
“Nós estamos também conversando para pegar esse financiamento também internacional, para não depender de um sindicato de bancos aqui. Nós temos outras saídas também, mas não tem isso aí, está descartada completamente [a desestatização]”, afirmou.
Celina diz que BRB “está firme”
A governadora afirmou que informações sobre uma eventual privatização circulam desde o primeiro turno e disse considerar que elas têm como objetivo “desestabilizar” sua candidatura.
Celina também defendeu a situação do banco e afirmou que o GDF trabalha para encontrar alternativas financeiras para a instituição.
“O banco BRB está firme. A população tem mantido a liquidez, as pessoas que acreditam no BRB sabem que nós vamos tirar o banco dessa situação”, declarou.
A afirmação ocorre em meio às discussões sobre as alternativas para reforçar a situação financeira do banco.
GDF busca recursos no exterior
Uma das alternativas consideradas pelo governo é a obtenção de recursos internacionais.
Em 17 de setembro, Celina se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em realizar aportes financeiros no BRB.
Na ocasião, o GDF aguardava uma definição relacionada à obtenção de aval para uma operação de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) destinada ao banco. Diante das dificuldades para concretizar a operação, o governo passou a discutir alternativas com investidores estrangeiros.
Nesta terça, Celina voltou a afirmar que essas negociações internacionais estão entre as possibilidades analisadas pelo governo.


