BRB defende aquisição do Banco Master como estratégia de expansão nacional

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(foto Rafael Lavenère)

Direção do banco público refuta críticas e destaca ganhos com operação que elevou ações em mais de 100%

Da Redação

O Banco de Brasília (BRB) respondeu às críticas sobre a compra de 58% do capital do Banco Master, anunciada em 28 de março, afirmando que a operação é um movimento estratégico para ampliar sua presença no cenário nacional. A transação, avaliada em R$ 2 bilhões e ainda pendente de aprovação pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), foi defendida pelo presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, como uma oportunidade de fortalecer a instituição pública em segmentos como crédito consignado, cartões e banking corporativo.

A aquisição incluiu ativos como o Will Bank e o Credcesta, excluindo carteiras de precatórios, consideradas de alto risco, segundo a direção do banco. O BRB projeta alcançar cerca de 15 milhões de clientes e R$ 106 bilhões em ativos com a operação, consolidando-se como um player relevante no mercado financeiro brasileiro. Dados da B3 mostram que as ações do banco dispararam, registrando valorização superior a 100% em cinco dias, com papéis saltando de R$ 7,49 para R$ 14,98 até 31 de março.

As críticas, lideradas por setores da oposição ao governo de Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal, fazem uso eleitoreiro do tema, apontam supostos riscos financeiros e questionam o uso de recursos públicos para adquirir uma instituição que enfrentava dificuldades de liquidez. O Banco Master oferecia CDBs a taxas de até 140% do CDI, o que levantou alertas no mercado antes da compra. Em resposta, o BRB argumenta que a operação foi estruturada para mitigar riscos e que os resultados iniciais no mercado de capitais comprovam a solidez da decisão.

A instituição destaca que a aquisição alinha-se ao objetivo de transformar o BRB em um banco público de alcance nacional, aproveitando sinergias com o Banco Master para diversificar serviços e aumentar a competitividade.

Sem tema e sem apoio da população, a esquerda quer gerar em cima do assunto um embate de uma falsa polarização política, buscando capitalizar votos, enquanto defensores da compra apontam benefícios econômicos e expansão nacional do BRB. A decisão final dos órgãos reguladores será determinante para esclarecer os rumos da transação.

 

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