Manter a amamentação exige dedicação, mas não precisa ser feito sozinho. Consultoras de lactação, grupos de apoio e orientação médica ajudam a superar desafios, garantir produção adequada de leite e manter o vínculo com o bebê

A volta ao trabalho é um momento cheio de sentimentos para muitas mães. Conciliação entre carreira, rotina familiar e o desejo de manter a amamentação pode gerar ansiedade e dúvidas. Com informação, apoio profissional e planejamento, é possível unir esses dois papéis de forma segura, saudável e tranquila.

Segundo Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra, consultora internacional de lactação certificada pelo IBCLC, consultora do sono materno-infantil pelo International Parenting and Health Institute e educadora parental pela Positive Discipline Association, a ordenha é uma grande aliada nesse processo. “Criar um estoque de leite em casa garante que o bebê continue recebendo todos os nutrientes, mesmo quando a mãe não está presente”, afirma.

Benefícios da continuidade da amamentação

Nutricionais: o leite materno mantém todos os nutrientes essenciais, vitaminas e anticorpos.

Emocionais: fortalece o vínculo afetivo entre mãe e bebê, promovendo segurança e confiança.

Psicológicos para a mãe: reforça autoestima, sensação de competência e bem-estar.

Dicas práticas para organizar a ordenha

1. Higiene adequada

Lave bem as mãos antes de iniciar a ordenha.

Esterilize bombas, frascos e recipientes utilizados.

2. Armazenamento correto

Utilize frascos limpos e etiquetados com data e hora da ordenha.

Evite misturar leite ordenhado em diferentes dias.

3. Conservação do leite

Geladeira: até 24 horas.

Freezer: até 3 meses (dependendo do modelo e temperatura).

Sempre siga orientações de segurança para aquecimento e descongelamento.

4. Planejamento da rotina

Estabeleça horários de ordenha regulares em casa e no trabalho.

Planeje transporte seguro do leite, utilizando bolsas térmicas se necessário.

Apoio profissional: peça ajuda quando necessário

Manter a amamentação exige dedicação, mas não precisa ser feito sozinho. Consultoras de lactação, grupos de apoio e orientação médica ajudam a superar desafios, garantir produção adequada de leite e manter o vínculo com o bebê.

“Continuar amamentando após a volta ao trabalho reafirma a importância desse gesto e permite que cada mãe viva essa fase de forma leve, nutrindo não apenas o bebê, mas também sua própria confiança e bem-estar”, reforça Cinthia Calsinski.

A combinação de organização, informação e cuidado permite que mães e bebês continuem a se beneficiar do leite materno e do vínculo afetivo proporcionado por esse gesto único. Com planejamento e apoio, a volta ao trabalho pode ser uma etapa tranquila e enriquecedora da maternidade.

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